terça-feira, 25 de junho de 2013

Palestinos inauguram centro médico construído com doação do Brasil

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou Israel e territórios palestinos neste semana

Ministro da Saúde Alexandre Padilha durante recepção em Tel Aviv Foto: Guila Flint / Especial para Terra
Ministro da Saúde Alexandre Padilha durante recepção em Tel Aviv
Foto: Guila Flint / Especial para Terra
  • Direto de Tel Aviv
ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou neste sábado um centro médico na cidade palestina de Dura, no sul da Cisjordânia, construído com recursos doados pelo governo brasileiro.
"Foi uma cerimônia bastante emocionante", disse Padilha aoTerra, ao final de uma visita de três dias a Israel e Palestina. "Os palestinos em Dura ficaram muito agradecidos pela nossa contribuição, que faz parte da colaboração do Brasil para ajudar na construção do Estado Palestino", afirmou.
De acordo com Padilha, dos US$ 10 milhões doados pelo Brasil para a Autoridade Palestina, US$ 4 milhões são provenientes do ministério da Saúde e estão sendo investidos em centros de reabilitação e de tratamento materno-infantil. "Consideramos a contribuição à saúde como parte dos esforços pela paz nesta região", acrescentou o ministro.
Palestinos agradecem ao povo brasileiro
Nazih Abed, que dirige o novo centro médico de Dura, fez questão de agradecer "ao governo e a todo o povo brasileiro".
"Com a doação do Brasil conseguimos construir um centro médico que prestará serviços à população do sul do distrito de Hebron e isso facilitará a vida de cerca de 200 mil pessoas, que antes tinham que viajar 35 km até a cidade de Hebron e esperar por muito tempo em filas para obter atendimento", disse o médico palestino ao Terra. "Agora poderemos oferecer atendimento e vacinação para uma grande população em condições muito melhores. Temos 22 médicos e 40 enfermeiros no novo centro", acrescentou.
O ministro Padilha chegou em Israel na última quinta feira e visitou os maiores centros hospitalares e indústrias farmacêuticas do país e também se encontrou com a ministra da Saúde israelense, Yael German.
Na sexta feira Padilha iniciou sua visita à Palestina, onde se encontrou com o ministro da Saúde da Autoridade Palestina, Hani Abdeen, na cidade de Ramallah e visitou o Laboratório Central de Saúde Pública, que também recebeu uma contribuição do governo brasileiro.
O embaixador Paulo França, chefe do Escritório de Representação do Brasil junto à Autoridade Palestina, disse ao Terra que os palestinos apresentaram uma série de necessidades adicionais, que serão objeto de discussão posterior, durante as reuniões.
"Os dois ministros da Saúde tiveram uma reunião muito positiva, na qual o ministro palestino agradeceu muito a contribuição já prestada pelo Brasil, além da postura politica do país em relação à questão palestina", disse o embaixador brasileiro.
Transferencia de tecnologia israelense
Segundo o ministro Padilha, a visita ao Oriente Médio foi muito proveitosa. "Em Israel estabelecemos dois canais muito importantes de colaboração", disse, "na área da produção de remédios e na área de treinamento de equipes médicas que irão atuar em eventos de massa, principalmente na Copa do Mundo e nas Olimpiadas".
Durante a visita o ministro firmou uma parceria com a indústria israelense Protalix, na área de produção de remédios biológicos com base vegetal. "Com essa parceria haverá transferencia de tecnologia que possibilitará a produção no Brasil de remedios para doenças inflamatórias e para câncer", disse. "Assim iremos gerar tecnologia e conhecimento na área farmacêutica e sobretudo poderemos reduzir o preço dos medicamentos".
O ministro brasileiro também firmou uma parceria com o Centro de Simulação Médica do Hospital Tel Hashomer, próximo a Tel Aviv. Esse centro se especializa em treinamento de equipes para casos de catástrofes que envolvam um grande número de feridos.
"Os conhecimentos que obteremos em consequência dessa parceria poderão nos ajudar muito a enfrentar problemas que podem ocorrer durante os grandes eventos que temos pela frente", concluiu Padilha.

2 comentários:

  1. Ah, é enquanto nosso dinheiro vai para reconstruir o que o nazi-sionismo destroi o nosso povo aqui fica largado no chão dos hospitais públicos sucateados.

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  2. Pois é prezada mestra, caladinhos, de mansinho, formaram no Brasil Estados dentro dos Estados, os brasileiros perguntando porque?, porque? está aí, a grande mentira do descobrimento... a invasão iniciou em 1494, ou antes? acredito que sim, aonde eles chegaram caladinhos, de mansinho, praticando em nossas terras os holocaustos, a devastação, o domínio, a usurpação, o poder dominante, o materialismo sacrificando o povo, destruindo as empresas nacionais que persistem... A sociedade DEVE continuar nas ruas, para conter a usurpação desses materialistas sem alma.

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