segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A PRIMAVERA JUDIA NA SÍRIA


Na Palestina ocupada, flores representam um câncer. E a primavera do mal grassa no Levante. Vetores projetáveis do ar e do mar são brandidos pela mão do grande gorila ianque na Casa Branca. Poderosos e mortíferos, ameaçam voar para semear ainda mais flores. Da semeadura mortal estão encarregadas as bestas humanas de rapina reunidas nas máfias políticas ocidentais. O jardim das delícias sionistas continuará a ser plantado em terra conquistada, agora muito além das colinas de Golam. As plantinhas de flor rubra que encantam Norbert Lieth, o pastor das ovelhas selecionadas de Israel, são carnívoras. E afundam suas raízes no coração da Síria.

Por ledo engano, parecia não ser possível acontecesse outra vez. Está para acontecer. Os Estados Unidos ultrapassam de novo todos os limites. Barack Obama, à frente de tudo, segue bem atrás de seus senhores brancos, cuja bagagem política pesa na cacunda dele. O campeão da paz, reconhecido pelo prêmio da “honrosa” Academia de Estocolmo, prepara-se para apertar o gatilho. Morte e destruição serão disparadas, desgraçando milhares de vidas. Assim age Obama, o nobel da paz. Obama representa a paz e a segurança da casa-grande. Nesta mantém-se obediente a seus donos, estando com eles completamente identificado. Obama só quer mostrar bons serviços a seus tutores gringos. O conforto da casa-grande tem sido sua recompensa. Tudo limpinho e cheiroso. Ah! Ali o ar é o de um rosal.

Obama, esforçado gerente político das transnacionais usamericanas, diverte-se com o que lhe dão os patrões e padrinhos. Sua brincadeira favorita é o videojogo. Na tela do console ele vê o aviãozinho e… clique… dispara  contra um pontinho, que se estilhaça, virando uma fumacinha. “Uaaauu!”, pode exclamar alguma de suas madrinhas, acompanhando a diversão do afilhado. E pronto. Crianças de família “terrorista” já estão incineradas no Afeganistão. Assim é: enquanto manda casas e moradores para os ares no Oriente, Obama refestela-se no aconchego da Casa Branca. Tanta cinza fertilizará o jardim sionista.

O que o nosso Dr. Adolfo Perez Esquivel está esperando para devolver o seu Nobel à Academia de Estocolmo? O galardão, antes uma honraria, com Obama mudou de sentido: passou a representar a infâmia e a manipulação. Agora, na iminência da covarde e brutal agressão à Síria, essa ignomínia, esse simulacro, toda a vilania dos cabeças das quadrilhas dirigentes ocidentais chega a grau superlativo de torpeza. Será que Esquivel e outros nobelados da paz não reagirão à farsa, por respeito ao que representava o Nobel, antes de Obama convertê-lo em artifício de propaganda enganosa? Quem mereceu o prêmio, se agora não o recusa, desmerece no verdadeiro espírito da paz, de que Obama é a paródia. O prêmio Nobel na Casa Branca está tão deslocado como as flores entre as armas de Israel. Ou o prêmio da Paz será realmante o prêmio da guerra? Que confusão! Obama transformou a paz em máscara da guerra, e a guerra, em objetivo da paz, falso com flores de plástico.


Paz sui generis, a de Obama. Trata-se da paz tão pacífica quanto pode ser a paz do lobo com a galinha. A paz do gringo com o mundo é a paz da corda com o pescoço. Paz feita de violência. Paz das armas. Paz colonial. Paz ianque, paz do imperialismo, paz da Europa, paz de Estocolmo. A paz deles, dos milordes, da mídia, das petrolarias, das indústrias bélicas, do dólar, do poder. A paz do mundo em guerra, a paz de mentira, a paz dos cemitérios. A paz de Israel, paz da primavera: flores judias, flores tintas de sangue palestino. O nobelado da paz vai matar gente. Ele pode. Eles podem. Eles fodem com tudo no caminho da supremacia sobre o “resto” dos povos. Agora, talvez só o nobel da guerra possa salvar o mundo. Começa a primavera neocolonial. As armas de Israel lançarão suas flores sobre o mundo.

A terceira guerra mundial está brotando no Oriente Médio. O berço da civilização vai sendo despedaçado na Síria. A camarilha ocidental excita-se na gana de possuir pela violência esse nobre país de multimilenar história. A Síria, ponto de equilíbrio geopolítico regional, não é apenas “mais um” dos alvos ianques. A Síria é a Síria. A violência contra ela não é só violência, é também violação. Os novos cruzados querem submeter a terra chamada de “santa” a tão louca agressão que parece concebida no gabinete do diabo em pleno inferno, ou numa sucursal deste, na Jerusalém ocupada. Naquela martirizada terra o sionismo derramará novo sangue árabe para regar as flores de Israel.

A ofensiva levará mais desgraça ao Oriente árabe, mas também alegria ao coração de seu comandante-chefe, o manequim negro que se fez orgulho de sua raça, ao ascender ao posto de lacaio-mor dos anglo-saxões. Obama usará o Nobel da Paz para quebrar os ossos de suas vítimas. Fa-lo-á em nome da paz!  Uma paz-prostituta dada ao apetite voraz de inconfessáveis interesses. Destes só fala a voz saída da boca das armas, quando não se trata de mentir pelas redes de televisão. Nunca a raça negra fez serviço tão sujo, mesmo tudo parecendo tão limpo. Mãos brancas colherão as flores a desabrochar do estrume.

A sanguinária quadrilha europeia de neocolonialistas com sede na Casa Branca, representada pelo marechal-do-mato Obama, prepara-se para mais um hediondo crime de lesa-humanidade. Por incrível que pareça, os bandidos mais uma vez põe em prática o modus operandi tantas vezes verificado antes, no Afeganistão, na Líbia, no Mali… Assim fazem onde quer que tenham interesses a defender e haja gente sem meios de defesa tão poderosos quanto as armas de ataque dos ofensores. Aqui, ali e acolá abrem covas onde depositam corpos de insubmissos e as sementes de seu futuro
Para os agressores gringos, não há limites. Assim é por razão muito simples: suas armas não têm limites. Aviões, submarinos, navios e porta-aviões inimigos podem se aproximar de quaisquer alvos e contra eles disparar os mísseis que espalham a dor e o dano. Eis como dizem “castigar” os seus inimigos. O discurso oficial alega que não atacam por ser fraco o inimigo, mas por ser forte o direito internacional encarnado nos atacantes. Vê-se pois que neles se encarna, além do direito, o cinismo, em que são imbatíveis. E quanta hipocrisia vai neles! Como poderiam os invasores europeus agir em nome da liberdade, da democracia, da paz, sem cinismo, sem a interface pública da mentira? Arranjos florais escondem a face de um monstro.

A nossa escravidão está no fim do caminho por que seguem em marcha, destruindo país após país, onde depois instalam lacaios, que tudo administram conforme o ditado dos assoladores. Instalações petrolíferas são preservadas. E só temos o navio-aeródromo Minas Gerais para nos defender. Nossa fraqueza, nossa inferioridade, nossa impotência faz a impunidade deles. Depois da Síria, depois do Irã, será a nossa vez. Afinal, água vale mais do que petróleo. Estejamos pois com a Rússia, com a China, com o Hezbollah. Flores precisam de água. Ianques e judeus plantam sua primavera.

Nós não nos devemos esquecer de que os inimigos de nossos inimigos são nossos amigos. Evidentemente os usamericanos adorariam receber do Brasil uma declaração de guerra. O nosso Estado democrático de direito antes disso deve vencer a batalha contra o mosquito da dengue, os corruptos, os traficantes e outros bandidos que infestam as ruas. Ainda não o fez, nem se mostrou capaz de fazê-lo. Não obstante, grupos e indivíduos entre os nossos compatriotas devem e podem agir. A nova agressão ianque é um convite indeclinável à reação. Não precisamos sair do Brasil, nem sequer usar armas, necessariamente, embora outros devam fazê-lo. Em muitos casos, inteligência basta. O campo de batalha está em cada casa onde penetram ondas eletromagnéticas carregadas de propaganda inimiga, bonita como uma rosa.

Quem suportar assistir às cínicas “reporcagens” dos telejornais sobre a guerra saberá que hospitais, escolas, prédios residenciais, asilos foram atingidos “por engano”. Então ouvirá o porta-voz da Casa Branca, aparentemente sóbrio, pedir “desculpas” pelo “erro” que tantas vítimas terá causado. E verá as cenas de “libertação” da Síria: o povo saudando os agressores, a estátua do dirigente inimigo sendo derrubada, a multidão agradecida a gritar “Alá aquebar”, uma criança sem braços poderá ser levada para hospital londrino, onde receberá próteses, provando-se com isso a humanidade do assalto e dos assaltantes. Esses e outros factóides resultarão da operação psicológica de apoio à guerra levada a cabo pelos aparelhos midiáticos sob controle gringo. A máquina de mentir é ainda mais bem azeitada do que a máquina de matar. Nas televisoras, as notícias divulgadas são escolhidas assim como as flores a serem levadas à vitrina de uma floricultura.
Adital - (Que a mídia não divulga!)
O Tribunal Internacional sobre a Infância declarou, no dia 12 de fevereiro, o Estado de Israel culpado de crimes de lesa humanidade e genocídio contra a infância palestina da Faixa de Gaza, durante os ataques que iniciaram no dia 27 de dezembro de 2008 e duraram 22 dias, matando mais de 450 crianças

Bashar Al-Assad já foi transformado em figura pior do que o Hitler de Hollywood. Em Hollywood, Hitler gaseava milhões de seus inimigos nos campos de concentração. Assad faz pior. O Assad da mídia deles lança gás “contra seu próprio povo” antes mesmo de reunir suas vítimas em campos específicos para esse fim. A mídia idiotiza: Assad é o lobo, Obama é o caçador que salva as vovozinhas do mundo. O fato de todos os lobos terem toca no Oriente Médio não deve parecer inverossímel. Diferenças religiosas explicariam a má distribuição do mal na Terra: os caçadores estariam do lado ocidental, ficando a caça monstruosa no hemisfério oposto. Os publicitários da guerra operam sobre as mentes como o horticultor sobre as plantas. O cultivador espera flores e frutos agradáveis a seu próprio paladar e ao paladar de quem melhor recompensá-lo.

Repete-se a grande farsa das armas de destruição de massa. Quais serão, agora, os infames países que se reunirão numa nova “Cimeira dos Açores” para sacramentar a guerra de conquista? Parece ter sido naturalizado o fato de os Estados Unidos poderem atacar sem aval de quem quer que seja. O ditador ianque teria “autoridade” para “justiçar” insubmissos  onde quer que se encontrem. Isso indica que a guerra agora não precisa ser embelecada com mandatos diplomáticos, acordos multilaterais, referência à legislação internacional etc. Basta diabolizar o inimigo pela mídia. Pratica-se ato insano qualquer, a propaganda de guerra atribui a brutalidade ao inimigo e… pronto: o herói de Estocolmo começa a guerra que mais atenda aos interesses de seus financiadores, senhores e padrinhos brancos. E na comemoração da vitória, quantas flores no salão!

A intervenção ianque direta na Síria será uma bênção para Israel. Os sionistas têm à mão os fios de grande parte dos bonecos do congresso usamericano. Nunca lhes será demasiado difícil pôr em movimento a maquinaria da morte. Com isso, ainda que supérflua, a sanção democrática do parlamento cobrirá de flores a grande agressão. E o mundo assistirá a mais uma vitória da democracia ianque contra um mundo de ditadores obscurantistas que insistem em não reconhecer que o mundo se divide entre o bem e o mal, estando o bem a ocidente, e o mal, a oriente do planeta, conforme a propaganda que faz a cabeça de idiotas pelo mundo afora. De quando em vez, expõem parte selecionada de alguma verdade, para que deles não se diga que só falam de flores.

As bombas ianques semearão a primavera judia no Oriente Médio. O caminho da dominação sionista estará aberto e pavimentado do Jordão ao Eufrates. Então o Estado judeu reinará em território árabe, e será a “polícia” a combater bandidos comuns, traficantes, alguns “delinquentes” políticos aqui e ali, estes incapazes de resistir aos vencedores da Síria que terá lutado sozinha. Com a queda da Síria, não haverá mais Estados árabes autenticamente soberanos. A pátria do Profeta restará como campo de ruínas, algumas até luxuosas, e de petróleo e gás. E os últimos árabes serão homens de negócios subalternos, agentes de uma economia dependente, prepostos de seus patrões ianques, intermediários da ocidentalização, simples lacaios de cuja miséria o ianque fará sua glória e a glória de Israel. E do mundo terá sido feita gigantesca Palestina, ocupada, mas sem resistência. E massas de proletários europeus converter-se-ão ao judaísmo, para também usurpar a terra árabe. E a história será a autobiografia deles. E sua eterna primavera.
Primavera em lágrimas

Essas são as flores da primavera sionista que os Estados Unidos e a Europa colherão para Israel no Oriente Médio, outrora tão digno e tão poderoso, agora no limiar de seu aviltamento e de sua sujeição. Oxalá tenha Alá piedade de nós e ódio de nossos inimigos. Amém.

Chauke Stephan Filho  - chauke.filho@gmail.com

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